sábado, 17 de dezembro de 2011

A HORA E A VEZ DO JUMP ( AULA DE INTENSIDADE E SEUS BENEFICIOS/DICAS )

JUMP - UMA AULA QUE CONTEMPLA OS OBJETIVOS QUE AS MULHERES ANSEIAM EM SEU TREINO.

Se exercitar em um minitrampolim nunca esteve tão em alta: além de lotar as aulas das academias espalhadas por todo o brasil, a modalidade ainda conquista quem se exercita em casa ( devido à facilidade de acesso ao equipamento ).
Não é para menos: emagrece, da condicionamento cardiorrespiratório,modela as pernas, bumbum, diminui a incidência de celulite e de lambuja ainda trás abdominais e alongamentos.
Aqui vamos falar sobre movimentos e a parte técnica da execução dos movimentos da aula.

Ela é conhecida como a aula que derrete gordura brincando.E é a mais pura verdade, feita e um minitrampolim, ao ritmo de uma música acelerada, uma sessão de treino é uma verdadeira exterminadora de calorias, em uma aula se tem uma gasto calórico que varia entre 400 e 900 calorias.
A modalidade ainda fortalece pernas e bumbum e aumenta a resistência cardiovascular e a capacidade respiratória. Sem contar que a superfície elástica desafia o equilíbrio e exige uma contração constante da região abdominal ( para ter estabilidade no trampolim você é obrigado a acionar os músculos desta região do corpo ), estes benefícios são cientificamente comprovados em inúmeros estudos.Em um destes estudos diz-se que o equipamento amortece 85% do impacto, tornando assim a ginástica mais segura, não prejudicando as articulações envolvidas nos movimentos.
Além de tudo isso, os saltos no minitrampolim contraem bastante os músculos das pernas e dos glúteos proporcionando uma compressão nos vasos linfáticos ( uma drenagem linfática natural que ajuda a aliviar a retenção líquida e a reduzir a incidência de celulite ).
Por todos estes benefícios que o minitrampolim ou jump não ficou restritos às academias, em casa muitas pessoas estão usando-o como treinamento diário, contando também com o fácil acesso a este equipamento pois seu custo gera em torno de 150 a 300 reais, muito baixo perto das tradicionais esteiras.









POSTURA NO MINITRAMPOLIM




































PASSO BÁSICO



































CORRIDAS













































POLICHINELOS









































CALCANHAR ATRÁS











































JOELHOS






























BOM TREINO À TODOS

FONTE  :  Revista Boa Forma Abril 2009.









sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Exercícios - novas recomendações do American College of Sports Medicine


Exercícios - novas recomendações do American College of Sports Medicine


Na última reunião da American College of Sports Medicine foram delimitadas as novas recomendações sobre quantidade e qualidade de exercício.

O consenso é intitulado "Quantidade e Qualidade de Exercício para desenvolver e manter aptidão cardiorrespiratória, músculo-esquelética e neuromotora em adultos aparentemente saudáveis: Orientação para prescrição de exercícios". Ele reflete as evidências científicas atuais sobre atividade física e inclui recomendações sobre o exercício aeróbico, treinamento de força e flexibilidade.
A recomendação geral é para que os adultos façam pelo menos 150 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana.

Segundo Carol Ewing Garber, Ph.D., presidente do comitê de redação. "Quando se trata de exercício, os benefícios superam os riscos. Um programa de exercício físico regular - além das atividades da vida diária - é essencial para a maioria dos adultos ".

As recomendações básicas são as seguintes:

Exercício cardiorrespiratório:

Os adultos devem fazer pelo menos 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana, que podem ser divididos de diferentes formas, como por exemplo:

 - 30-60 minutos de exercício de intensidade moderada (cinco dias por   semana)
 - 20-60 minutos de intensidade vigorosa  (três dias por semana).

Uma sessão contínua  e múltiplas sessões mais curtas (de pelo menos 10 minutos) são aceitáveis ​​para acumular a quantidade desejada de exercício diário.

A progressão da freqüência, do tempo e da intensidade de exercício deve ser gradual, para melhor aderência e menor risco lesão.

Exercício de resistência:

Os adultos devem treinar cada grupo muscular  dois ou três dias por semana variando os exercícios e equipamentos.

Intensidade muito leve ou leve é ​​melhor para pessoas mais velhas ou adultos previamente sedentários.

Duas a quatro séries de cada exercício irá ajudar os adultos a melhorar a força e a potência.

  Para cada exercício;

 - 8-12 repetições  são recomendadas para melhorar a força e potência,
 - 10-15 repetições para melhorar a força  em idosos e indivíduos de meia-idade
 - 15-20 repetições melhorar a resistência muscular.

 - Recomenda-se pelo menos 48 horas de intervalo entre as sessões de treinamento de resistência.

Flexibilidade:

Os adultos devem fazer exercícios de flexibilidade, pelo menos, dois ou três dias por semana para melhorar a amplitude de movimento.

 - Cada exercício deve ser mantido por 10-30 segundos
 - Repita cada alongamento duas a quatro vezes
  
Exercícios neuromotores

Exercícios neuromotores (também chamados de "treinamento funcional") são recomendados para dois ou três dias por semana. Devem envolver as habilidades motoras (equilíbrio, agilidade, coordenação e marcha), o treinamento proprioceptivo e atividades como tai-chi e yoga. Nos idosos esses exercícios são muito importantes para melhorar a função física e prevenir de quedas.

Recomenda-se 20-30 minutos por dia.

O propósito deste consenso é oferecer informações sobre saúde e bem-estar com recomendações baseadas em evidências que ajudem a personalizar as prescrições de exercícios para adultos saudáveis. O conteúdo é publicado na edição de julho de 2011 do Medicine & Science in Sports & Exercise ®, o jornal oficial da ACSM.

Para os que se interessam em acessar o conteúdo completo segue o link:
http://www.acsm-msse.org/
--
Ft. Juliana Schulze Burti
Fisioterapia em Urologia, Ginecologia, Postura e Bem-estar
www.julianaschulze.com.br / www.mulhersaudavel.com.br /
www.juliana-schulze.blogspot.com

domingo, 2 de outubro de 2011

Os termogênicos são inofensivos? ? Por Eliana Louzada


Os termogênicos são inofensivos? ? Por Eliana Louzada

29/09/2011

Os termogênicos são inofensivos? - Por Eliana Louzada
   Você provavelmente já ouviu falar que chá verde emagrece, que vinagre de maçã é melhor que o vinagre comum, que linhaça ajuda na dieta, dentre outras coisas. Mas você sabe se realmente estes alimentos ajudam a perder peso e como eles funcionam? Você já parou pra pensar que, assim como remédios, pode haver contra-indicação ou efeitos colaterais? É importante conhecer mais sobre aquilo que consumimos para que não haja riscos à saúde e para que possamos usar o que há de novo no mercado a nosso favor. 

Para começar, é preciso entender como o processo de emagrecimento funciona de um modo geral, assim não seremos levados de um lado para outro por promessas de produtos milagrosos e propagandas enganosas. 

   Quando falamos em emagrecimento, estamos falando consequentemente em gasto de energia corporal. A energia corporal pode ser gasta pela realização de trabalho (ou seja, exercícios físicos) ou pela produção de calor. Este processo é chamado de termogênese e pode ser influenciado pela temperatura ambiente e pela alimentação. A exposição ao frio, por exemplo, aumenta a produção de calor no corpo e consequentemente aumenta também o gasto de energia. Existem também substâncias usadas por atletas para melhorar a performance física e a concentração (substâncias ação ergogênica) que, além dos exercícios físicos com alta intensidade, aumentam consideravelmente a liberação de hormônios que "queimam" gordura pois a utilizam como fonte de energia. 

   A alimentação também promove a termogênese. Veja alguns exemplos de alimentos que apresentam propriedade termogênica: pimenta vermelha, mostarda, gengibre, vinagre de maçã, acelga, aspargos, couve, brócolis, casca da laranja, kiwi, cafeína, guaraná em pó, água gelada, linhaça, gorduras vegetais, gorduras de coco e produtos derivados de chocolate. Atualmente são encontrados no mercado muitos suplementos que prometem o emagrecimento rápido: cafeína, chá verde, guaraná em pó, dentre outros. Mas como os termogênicos funcionam? Eles realmente ajudam a perder peso e a queimar as gorduras indesejadas?
Os termogênicos aumentam a produção do calor através da elevação dos batimentos cardíacos, consequentemente, eles aumentam o gasto de energia (principalmente da gordura). Em outras palavras, o consumo de termogênicos ajuda a emagrecer porque faz com que o organismo queime mais gordura. Os produtos mais utilizados para isso são: cafeína, efedrina, anfetaminas, pimenta, Pholia Negra, Pholia Magra, Citrus Aurantium, guaranâ em pó ou em cápsula. O número de pesquisas para encontrar novas susbtâncias com tal característica continua crescendo devido à grande procura por produtos para emagrecer. No entanto, existem vários estudos conflitantes nos quais não se encontram tais efeitos na melhora da performance. Para que ocorra um emagrecimento é necessário que juntamente com o uso do termogênico seja realizada uma dieta de baixa caloria.
  A cafeína é uma substância que a literatura demonstra claramente os efeitos termogênicos, mas indivíduos com predisposição ao aumento da pressão arterial precisam ser cautelosos no seu consumo pois é contra-indicado em indivíduos hipertensos. O uso de substância termogênica requer uma avaliação individual considerando vários aspectos importantes, tais como: hipertensão, resistência a insulina, hipoglicemia, alterações na glândula da tireoide, depressão, fadiga crônica; uma vez que, devidos aos efeitos colaterais, o indivíduo submetido a tal uso poderá potencializar distúrbios pré-existentes.
   O horário do consumo do termogêncio também deve ser avaliado com cuidado. Pela manhã ocorre um aumento na pressão arterial devido à reação do corpo ao momento de despertar (há um aumento da liberação do cortisol com a finalidade de aumentar a temperatura corporal promovendo assim o despertar todas as manhãs). O consumo de termogênicos no mesmo horário da prática de exercícios físicos (principalmente pela manhã) pode representar um risco à saúde, especialmente em indivíduos que apresentam fatores de riscos cardiovascular tais como: circunferência da cintura elevada <88/90cm, obesidade, hipertensão, apneia do sono, resistência à insulina. Portanto, o uso sem orientação adequada é um fator de risco cardiovascular.
  Todos nós já lemos ou ouvimos alguma vez que não se deve tomar remédios ou começar uma dieta sem orientação de um profissional da área. Por isso é importante estar sempre informado sobre o funcionamento dos produtos que consumimos sobre o organismo, ainda que não se esteja de dieta.
Referências 

BELL, D. G.; JACOBS, I.; ZAMECNICK, J. Effects of caffeine, ephedrine and their combination on time to exhaustion during high-intnesity exercise. Eur. J. Appl. Physiol. Occup. Physiol., v. 77, p. 427-433, Apr. 1998.
Ferreira, S.; Tinoco, A.L.A.; Panato, E.; Viana, N.L. Aspectos etiológicos e o papel do exercício físico na prevenção e controle da obesidade. Revista de Educação Física. Viçosa. Num. 133. 2006 (p. 15 ? 24)
LOWELL, B. B.; SPIEGELMAN, B. M. Towards a molecular understanding of adaptative thermogenesis. Nature, v. 404, p. 652-660, Apr. 2000.
MARSHALL McMURRAY R. G.; EUBANK T. K.; HACKNEY AC. Nocturnal hormonal responses to resistance exercise. Eur. J. Appl. Physiol. v. 72, n. 1-2, p. 121- 6, 1995
ROOYACKERS, O.E.; NAIR, K.S. Hormonal regulation of human muscle protein metabolism. Annu Ver. Nutr., v. 17, p. 457-85, 1997.
TABATA, I.; OGITA, F.; MIYACHI, M.; SHIBAYAMA, H. Effect of low blood glucose on plasma CRF, ACTH, and cortisol during prolonged physical exercise. J. App. Physiol., v. 71, n. 5, p. 1807-12, Nov. 1991
VANAKOSKI, J.; STROMBERG, C.; SEPPALA, T. Effects of a sauna on the farmacokinetics and pharmacodynamics of midazolam and ephedrine in healthy-young women. Eur. J. Clin, Pharmacol., v. 45, p. 377-381, Nov. 1993
Por Eliana Louzada
ELIANA LOUZADA
· Mestre em Educação Física: Obesidade
· Nutricionista
· Personal Trainer

Docente no cursos de Pós graduação da Universidade Gama Filho
· Obesidade e Emagrecimento
· Bases Nutricionais da Atividade Física

Criadora do projeto social: www.segundaeucomeco.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

ALÔ MULHERES ! MUSCULAÇÃO TAMBÉM EMAGRECE !!!

Musculação também emagrece : o mito sobre o emagrecimento para quem puxa ferro.

Muito comum  entre quem quer emagrecer ouvir dizer que, o treino de musculação não é o ideal para quem busca perder peso ou diminuir seu percentual de gordura corporal. Esse infelizmente é mais um mito do mundo do fitness. Com esta lenda também é divulgada a idéia de que as unicas atividades que deve ser feita para emagrecer sejam os exercícios aeróbios - como andar, correr, andar de bicicleta, nadar e fazer ginástica.
"As pessoas têm esta concepção porque foi durante muito tempo falado que o combustível principal para geração de energia para corpo nestes tipos de exercícios é a gordura". 

Isto realmente acontece no exercício de caráter aeróbio de longa duração, mas quem treina musculação também  usa a gordura armazenada como energia durante sua atividade pois este combustível está disponível também no tecido muscular e é de fácil acesso na hora que precisa ser metabolizado. Sem contar que após o exercício físico tanto muscular localizado quanto o aeróbio, existe a necessidade de o corpo se reestruturar ou restaurar os tecidos que foram lesados durante o treino e, justamente aí que entra a oxidação de ácidos graxos ( gordura) fazendo que o indivíduo emagreça, sem contar que com o treino de musculação ganhamos massa muscular e quanto maior for a massa muscular total mais o organismo tem que fazer força após o treino para se recuperar, aumentando assim a nossa taxa de metabolismo basal (TMB), isto faz que precisamos de muito mais energia que vem exatamente da gordura.

O mito de que só exercícios aeróbios emagrecem foi criado porque, algumas pesquisas realizadas e divulgadas sobre emagrecimento foram feitas só com atividades de caráter aeróbio excluindo assim a possibilidade da musculação ser um algo a mais nestas pesquisas.

O ideal para quem quer emagrecer é aliar no treino as duas atividades, o treino aeróbio juntamente com a musculação para que se aumente o gasto energético de cada sessão de treino e conseqüentemente o metabolismo de recuperação do corpo pós exercícios.

Com um treino bem feito será possível otimizar bem mais a diminuição da gordura corporal, a obtenção de um corpo mais estruturado e com uma aparência menos flácida.

A musculação é sim amiga de todos os que desejam ter menos gordurinha no corpo !!!

Bora para sala de musculação.

Abraço a todos e bom treino.

Alex 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

TREINAMENTO FUNCIONAL

O que é Treinamento Funcional? O corpo humano é projetado para funcionar como uma unidade, com os músculos sendo ativados em sequências especifica para produzir um movimento desejado.


Em cada movimento, vários músculos estão envolvidos e todos eles realizam uma função diferente. O sistema nervoso central ( SNC ), além de diferentes funções motora, é responsável pela ativação muscular e programado para organizar esses movimentos.
Através de diferentes sinais enviados ao SNC, partindo da pele, das articulações e dos músculos, são detectados detalhes sobre a posição de cada parte do corpo em relação ao ambiente proposto e as outras partes corporais, a velocidade do movimento e o ângulo articular.
Vários dos objetivos desse método de exercício representam uma volta à utilização dos padrões fundamentais do movimento humano ( como empurrar, puxar, agachar, girar, lançar, dentre outros ), envolvendo a integração do corpo todo para gerar um gesto motor específico em diferentes planos de movimento. Um exemplo contrário a esse método, é o trabalho isolado do corpo para gerar um gesto motor específico, como visto na musculação tradicional.
Essa visão abrangente permite que o Treinamento Funcional atinja o objetivo de controlar o sistema musculoesquelético, sem abrir mão do aperfeiçoamento do sistema sensório-motor e proprioceptivo, geralmente esquecido pelos treinamentos convencionais.
Além disso, a postura do corpo humano é controlada diretamente através destes órgãos sensitivos, que tem entre suas principais funções, a regulação do equilíbrio e a orientação do corpo no ambiente. No entanto, esse treinamento visa aprimorar ou resgatar a eficiência do movimento humano para atividades do cotidiano.
O programa de exercícios funcionais traz vários benefícios tanto ao corpo como também à mente. Pensando nisso, elucidamos alguns dos muitos benefícios do método:

Desenvolvimento da consciência sinestésica e controle corporal;
 Melhoria da postura;
Melhoria do equilíbrio muscular;
Diminuição da incidência de lesão;
Melhora do desempenho atlético;
Estabilidade articular, principalmente da coluna vertebral;
Aumento da eficiência dos movimentos;
Melhora do equilíbrio estático e dinâmico;
Melhora da força, coordenação motora;
Melhora da resistência central ( cardiovascular ) e periférica ( muscular );
Melhora da lateralidade corporal;
Melhora da flexibilidade e propriocepção;


Dentre outras qualidades necessárias e indispensáveis para a eficiência diária e esportiva.

Vale a pena lembrar que uma avaliação prévia deve ser realizada para que se possam saber quais destas qualidades e quais os padrões de movimentos necessitarão de mais atenção na prescrição dos programas de exercícios, e assim, serem estimuladas corretamente.

O nosso corpo foi feito para o movimento, devemos combater o sedentarismo.

O Treinamento Funcional é um método que respeita o corpo, fortalecendo não só músculos superficiais, mas também os profundos, que protegem as articulações, além de trabalhar movimentos naturais, oferecendo assim, uma transferência muito maior dos benefícios adquiridos na academia, para o dia-a-dia.

Mulheres avaliam seu corpo pela opinião dos outros e não pelo peso ( Assunto gera muita polêmica)

Mulheres avaliam seu corpo pela opinião dos outros e não pelo peso
Índice de massa corporal não tem uma influência direta sobre como as mulheres veem a si mesmas.

A avaliação que uma mulher faz do seu próprio corpo é apenas indiretamente ligada ao seu índice de massa corporal.

A influência mais poderosa sobre essa auto-avaliação física é exercida pela forma como a mulher acredita que as outras pessoas a veem.

No outro lado da moeda, quanto mais a mulher for capaz de dar atenção ao funcionamento interno do seu corpo - como ele está funcionando e como ela está se sentido -, minimizando a importância da sua aparência para os outros, mais ela irá apreciar seu próprio corpo.

Impactos sobre a saúde

E a forma como a mulher vê seu próprio corpo tem um impacto direto sobre sua saúde.

Quanto mais uma mulher aprecia seu próprio corpo, maiores serão suas chances de se "alimentar intuitivamente" - comer em resposta às sensações físicas, obedecendo à fome e à saciedade, em vez de comer em resposta às emoções ou pela simples presença da comida.

"As mulheres que se concentram mais no funcionamento do seu corpo, e menos em como ele aparece para os outros, têm uma imagem corporal mais positiva e mais saudável, e uma tendência para comer de acordo com a necessidade dos seus corpos," diz Tracy Tylka, pesquisadora da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

Tylka e sua colega Casey Augustus-Horvath fizeram um extenso estudo sobre a auto-imagem corporal das mulheres. Os resultados foram publicados no último número da revista científica Journal of Counseling Psychology.

Auto-respeito

Pesquisas anteriores concluíram que as mulheres estão divididas sobre gostar de seus corpos: 50% gostam e 50% não gostam.

O presente estudo se concentrou em descobrir como elas se tornam satisfeitas com seus próprios corpos e como essa metade que consegue isso contorna os problemas que possam interferir com sua visão positiva de seu próprio físico.

Em última análise, dizem as pesquisadoras, tudo se resume a respeito.

Se as mulheres querem cuidar bem de seus corpos - por meio de uma boa nutrição, exames de saúde e exercícios, por exemplo - elas primeiro têm que gostar do seu corpo.

"E ocorre que olhamos se outras pessoas aceitam nossos corpos para determinar se nós mesmas vamos gostar dele," disse Tylka. "Não é o nosso peso, mas se os outros em nossa rede social nos admiram. Isso implica que as pessoas devem ser convencidas a ser menos críticas."

Modelo de aceitação

Uma descoberta interessante no "modelo de aceitação" criado pelas pesquisadoras é que o índice de massa corporal não tem uma influência direta sobre como as mulheres veem a si mesmas.

A influência do índice de massa corporal é mediada pelo efeito "como os outros me veem".

"Assim, se uma mulher tem muito peso, ela pode ter uma boa imagem corporal se ela não dá importância a que os outros estejam tentando mudar o seu perfil ou o seu peso corporal. E vice-versa, se as mulheres têm um índice de massa corporal baixo, elas podem ter uma imagem ruim do próprio corpo se perceberem que pessoas importantes para elas não aceitam sua aparência, mas não por causa de seu peso," diz Tylka.

"Uma implicação clínica é a educação dos parceiros, da família, dos amigos e da mídia para a importância de aceitar os corpos dos outros e parar de criticar as pessoas com relação aos seus corpos e à sua aparência," concluem.


Fonte: Portal da Educação Física

segunda-feira, 28 de março de 2011

Emagrecimeto sim .... e a saúde ???

Um tema que gera muita discussão veio, nesta segunda-feira a render uma boa reportagem do jornal hoje da rede globo.
O emagrecimento como comércio e solução rápida, será que isso vale a pena para a saúde da população ?
Uma clinica de estética no Rio de Janeiro faz com que esta pergunta seja novamente repercutida.
O marketing da clinica é exatamente este, o resultado como forma de adesão dos clientes.
Lembrando sempre que existem clinicas que trabalham sério e de forma correta com estes tratamentos e, inclusive estas clinicas de emagrecimento já existem em nossa região.
Infelizmente existem profissionais aproveitando da desinformação da população para ganhar dinheiro, assim existem ótimos profissionais com boa conduta ética e que realmente preocupam-se com a saúde dos outros.

O indivíduo que deseja emagrecer com saúde deve sim procurar ajuda de profissionais especializados tais como, endocrinologista,  nutricionista e educador físico estes profissionais sabem exatamente qual tratamento irá ser utilizado para se ter um emagrecimento saudável e sem riscos para a saúde, e que, neste caso somente um médico endocrinologista pode receitar remédios para este fim.

Alguns medicamentos usados no mercado para isto pode até causar a morte se receitados com outras substâncias.

Veja no link abaixo a matéria do jornal sobre o assunto, e comente se achar oportuno.


Um abraço a todos

Prof. Alex

sábado, 12 de março de 2011

TENTATIVA DE EMAGRECIMENTO : EXISTEM ERROS SIM


7 PECADOS DE QUEM QUER EMAGRECER
  Na luta contra a balança as pessoas costumam adotar atitudes indequadas que devem ser evitadas, veja abaixo:
   
1. Estabelecer metas irrealistas para a perda de peso

Cada pessoa tem uma constituição e predisposição para determinado tipo corporal. Por exemplo, sou magra e não me adianta querer virar uma Mulher Melancia que não vou conseguir, a não ser com muito silicone (o que não é minha intenção). O mesmo ocorre para a maioria das pessoas que possui um peso elevado e sonham em ter o corpo da Gisele Bündchen. Além da genética, temos que levar em consideração nosso estilo de vida e nossa saúde. Por isso, pense nestes três fatores na hora de estabelecer suas metas! Se não conseguir atingi-las ficará frustrado e poderá perder tudo o que conseguiu com tanto esforço. Devagar e sempre!

2. Fazer toda dieta da moda que aparece por ai

As dietas da moda (muitas vezes, radicais) prejudicam o organismo porque ora o expõe a períodos exagerados de restrição ora a períodos de excesso. O problema é que a restrição calórica desacelera o metabolismo facilitando o ganho de peso, que é intensificado pelos períodos de excesso em que a pessoa passa a comer mais. Resultado: engorda para além do peso que tinha no inicio da dieta e fica exposto ao efeito sanfona.

3. Comer para compensar problemas

É comum pessoas com maior percentual de gordura procurar a solução de seus problemas emocionais nos alimentos calóricos, como um balde de pipoca ou uma panela de brigadeiro. Esta situação, apesar de ser comum, não é normal e quem passa por isso deve procurar ajuda especializada. Em alguns casos é necessário ajuda de medicamentos para controle de ansiedade e/ou saciedade. Lembrando que a atividade física contribui para diminuição dessas sensações.

 4. Comer fora de hora ou ficar muito tempo sem comer
           
Algumas escapadinhas fora de hora, como um chocolatinho ou uma lata de refrigerante, podem ser suficientes para prejudicar a perda de peso. Ficar muito tempo sem se alimentar também pode causar efeito reverso. O organismo automaticamente se protege armazenando gordura, pois entende que pode haver falta de energia caso essa situação ocorra repetidamente. Procure fazer o possível para comer de 3 em 3 horas alimentos saudáveis, como frutas.

5. Fazer das refeições um momento de tortura

De que adianta saber que um franguinho grelhado com salada faz bem se você tem vontade de comer uma picanha repleta de gordura? Em pouco tempo abandonará a dieta. Portanto, a reeducação alimentar de forma progressiva é a melhor forma de equilibrar os desejos e as necessidades, por isso, não pare de comer todos os alimentos que você adora de uma vez. Continue comendo-os de forma moderada para que tenha também momentos de prazer em sua refeição.

6. Comer alimentos light e diet em excesso achando que eles não engordam
               
Possuem menos calorias, mas se você consome mais do que deveria nada resolve! Alguns devem achar que esses alimentos emagrecem. É muito comum ver isso todos os dias nos restaurantes: pessoas com pratos mega calóricos pedindo coca-cola zero. Vai entender...

7. NÃO PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS
                Principal aliado na perda de peso.

90% das pessoas que mantêm um peso corporal adequado realizam atividade física regularmente, sendo um método muito mais eficaz em comparação às dietas, já que a maioria das pessoas não consegue realizá-las por muito tempo e abandonam-nas. Faça do exercício físico regular um hábito em sua vida. Sempre que for desanimar lembre-se: ao gastar mais calorias posso me dar o luxo de comer um pedacinho de pizza a mais no fim de semana. Sem culpa!


Por Nivia Junqueira Revista Saúde

BEM ESTAR UM ARTIGO DE LUXO

Bem-estar é o novo luxo, afirma filósofo francês

O filósofo e sociólogo francês Gilles Lipovetsky, 66, tornou-se popular por escolher o consumo, a moda e o luxo como objetos de estudo. De jeans e sandálias, o autor de “A Felicidade Paradoxal” e “O Império do Efêmero” recebeu a reportagem na cobertura de um prédio na zona sul de São Paulo, onde foi hospedado.

Na cidade para um fórum mundial de turismo, Lipovetsky veio falar sobre o “consumo de experiência”. Abaixo, fala também da obsessão pela saúde e afirma: bem-estar é o novo luxo.

O que é “consumo de experiência”?

Gilles Lipovetsky – Vai além dos produtos que podem me trazer esse ou aquele conforto, ou me identificar com essa ou aquela classe. As razões para escolher um celular, hoje, vão além das especificações. Queremos ouvir música, tirar fotos, receber e-mails, jogar. Ter vivências, sensações, prazeres. É um consumo emocional.

Então, o que é o luxo, hoje?

O luxo, apesar de ainda existir na forma tradicional, também está mudando.

Quando buscamos um hotel de luxo hoje, não queremos torneiras de ouro, lustres. O luxo está nas experiências de bem-estar que o lugar pode oferecer. Spa, sala de ginástica, serviço de massagem. O bem-estar é o novo luxo.

Como consumir bem-estar?

Nos anos 60 e 70, quando o consumo de massa possibilitou que famílias de classe média se equipassem com produtos, o bem-estar ainda era medido em termos de quantidade. Hoje, o que está na cabeça das pessoas é o bem-estar qualitativo: a tal qualidade de vida. O que inclui a qualidade estética.

Qual a relação entre busca de bem-estar e uma sociedade mais e mais “medicalizada”?

A obsessão com a saúde e a prevenção é o lado obscuro do hiperconsumismo, gerador de ansiedade quase higienista. A quantidade de informação disponível torna o consumo complicado. Na alimentação, os consumidores estão ávidos pela leitura dos rótulos: quais são os ingredientes, de onde vêm, podem causar câncer, engordar? Há 40 anos, íamos ao médico uma vez por ano, se muito. Hoje, um indivíduo faz até dez consultas por ano. O consumo de exames, para nos fazer sentir “seguros”, cresce exponencialmente. Sintoma do hiperconsumismo: queremos comprar nossa saúde.

Como vê as campanhas contra o cigarro e a obesidade?

O hiperconsumidor está preso num emaranhado de informações e ele tem muitas regras a seguir. Parar de fumar faz parte da lógica da prevenção. É um sacrifício do presente em prol do futuro. No hiperindividualismo, a gestão do corpo é central. Esse autogerenciamento permanente explica, também, a onda do emagrecimento.

Expor-se ao sol é arriscado, mas é considerado bonito ter a pele bronzeada. Privar-se de comer é privar-se do prazer. É um paradoxo que todos vivem e, por isso, no caso dessas mulheres subjugadas ao terrorismo da magreza, elas sentem culpa. As regras são contraditórias.

Qual é a saída para toda essa ansiedade?

As compras. Antes as pessoas iam à missa, agora elas vão ao shopping center. Comprar, ir ao shopping, viajar -são as terapias modernas para depressão, tristeza, solidão. Você pode comprar “terapias de desenvolvimento pessoal”. Um fim de semana zen, um pacote de massagens. Todas as esferas de vida estão subjugadas à lógica do mercado.

Por que as pessoas não se sentem felizes?

O hiperindividualismo aparece quando nossa sociedade nega as instituições da coletividade. A religião, a comunidade, a política. Os deuses são os homens. O indivíduo é um agente autônomo que deve gerenciar a própria existência. Esse indivíduo pode fazer escolhas privadas: que profissão fazer, com quem casar-se, o que comprar. Mas está submetido às regras da globalização econômica de eficácia, de produtividade, juventude, consumo. O acesso ao conforto material, enquanto sociedade, não nos aproximou da felicidade. Há tanta ansiedade, tanto estresse, tanta angústia e tanto medo que a abundância não consegue proporcionar um sentimento de completude.

Consumimos para esquecer?

Também. Mas há outro lado. Desenvolvemos o que eu chamei de “don juanismo” [ele cita o personagem "Don Juan", da ópera de Mozart, que "conheceu" 1.003 mulheres]. Todos nos transformamos em Dons Juans. Somos todos colecionadores de experiências. Temos medo que a vida passe ao largo. Existe um senso comum que nos diz que se não tivermos vivido tal ou tal experiência, teremos perdido nossa vida. É uma luta contra o tédio, uma busca incansável e viciada pela novidade, pela fuga da rotina.

                                                                            Fonte : Portal Bem Estar e Saúde